Seção Regional

Canais
Home
Notícias
Agenda de Shows
Mural de Fotos
Fotos Especiais
Sorteios Anteriores
Cadastro de Serviços
Anúncios
Fale Conosco

Cadastro de
Bandas

Enquete

- Qual é o maior motivo dos ingressos de shows estarem tão caros ??? - *Obrigado por participar!*

Alta do Dólar

Altas Produções

Exigências dos Músicos

Exigências dos Produtores

Porque estudantes pagam meia

enviar opnião


Pesquisar

Produto

Palavra-Chave

Catálogos

Compras
Meu Pedido
Cadastre-se
Lançamentos
Promoções
Como Comprar?



[28/11] - Mallu Magalhães lança clipe em homenagem aos 10 anos de Tchubaruba

  .
   Mallu Magalhães lançou hoje, dia 28 de novembro, um video em seu
   canal do Youtube, em comemoração aos 10 anos do lançamento
   de Tchubaruba, seu primeiro sucesso.
  
   O clipe alterna cenas atuais de Mallu ao piano, cantando a canção,
   com imagens dela na época em programas de TV como Jô Soares,
   Altas Horas e Caldeirão do Huck.
  
   Além disso, a cantora postou em suas redes sociais, um texto
   para lembrar detalhes sobre a composição, o
   lançamento e a ascensão de sua carreira após a divulgação da música.
  
   Confiram o texto abaixo e o clipe, gravado pela equipe de
   Andre Tentugal, em seu canal
  
  
  
   10 ANOS DO LANÇAMENTO DE TCHUBARUBA
  

   É curioso como lembro perfeitamente do momento que experimentei
   o dedilhado que introduz a canção que mudou minha vida.
  
   Lembro de de tentar algumas combinações de acordes, escolher uma
   batida e correr para buscar o dicionário português-inglês.
  
   Tenho a melhor irmã do mundo, que adorava me exibir para os amigos.
  
   Lembro de um grupo desses sentado na praia, a noite, cheio de meninos
   bem mais velhos. Levei o violão.
  
   Ana me falou para cantar minha música em inglês. Gelei.
  
   Mas se ela me pediu era porque ia dar tudo certo.
  
   Tinha tipo 14 anos, não mais.
  
   É bem emocionante falar sobre tudo isso, dado minha
   intensidade quase impeditiva.
  
   Sempre fui metódica e vivia juntando dinheiro para comprar
   lego e vinil de bossa nova, sambarock , folk americano e jazz.
  
   Muito bonitinho lembrar quando fui buscar na latinha as
   notas e moedas, para ver quanto faltava para conseguir gravar um EP.
  
   Faltava muito, mas o Natal estava perto e, depois, meu aniversário.
  
   Pedi aos meus familiares que dessem meus presentes em dinheiro,
   e repeti a fórmula em agosto, quando completei 15.
  
   Não esperei sequer uma semana.
  
   Telefonei para um estúdio, que vi num folheto.
  
   Diferente dos outros, esse cobrava por canção e não por hora.
  
   Achei perfeito, porque não fazia ideia de como se gravava uma música.
  
   Selecionei meus quatro pequenos sucessos das festinhas
   familiares e lá fui eu.
  
   Não poderia ter escolhido lugar melhor.
  
   Era um estúdio pequeno mas super funcional.
  
   O dono e baterista é o Jorge, e seus dois cães, Pingo e a Gilda.
  
   Ficamos amigos, os quatro, claro.
  
   Gravei as bases e o Jorge elogiou bastante.
  
   Fiquei animada.
  
   Fui para casa mas antes deixei claro que tinha pressa,
   porque havia combinado com meu melhor amigo, Mané, que íamos
   colocar as canções na internet e já tinha as capas das
   faixas prontas, feitas de canetinha.
  
   Não tenho certeza se foi no dia seguinte, mas acho que sim.
  
   Cheguei no estúdio quando me deparei com um arranjo incrível
   para Tchubaruba.
  
   Melhor do que eu podia sonhar.
  
   Quanta gratidão tenho por essa dupla tão talentosa que tratou
   de resolver tudo com imensa fluidez e velocidade - Jorge Moreira
   e Kadu Abecassis.
  
   Segui tocando com eles por um bom tempo, eles gravaram comigo
   depois e tudo… bons tempos!
  
   Aí eu e Mané subimos as canções no MySpace e na Lastfm.
  
   Mostramos para uns amigos, claro, mas não passou daquilo.
  
   Era final de outubro e o resto foi susto.
  
   Aqui começa a parte do susto: alguns dias depois começamos a
   ter vários acessos.
  
   Escrevi a letra num site de letras e errei umas palavras.
   Alguém comentou e eu corrigi, com alguma vergonha.
  
   Meu inglês nunca foi realmente bom. Cometi e cometo vários
   erros (não só de inglês).
  
   Mas tenho uma cara de pau e uma teimosia que me metem em
   grandes delícias e grandes furadas há 25 anos.
  
   Saio fazendo, não tenho nenhum medo do ridículo nem da fossa.
  
   Já passei ridículo e já estive em fossas e não é assim tão terrível…
  
   Mas voltando a história… o Mané falou com o pai de uma
   grande amiga nossa, que trabalhava numa agencia de publicidade.
  
   Ele tinha um amigo que estava trabalhando com a Levis
   e ia fazer um projeto com artistas independentes.
  
   Marcamos de falar com ele no messenger, ou algum primo próximo
   de mensagens, e ele passou os detalhes.
  
   Como o Mané era menor de idade, eu também, e eu não tinha
   ninguém de entendesse nada de meio musical na minha família
   ou conhecidos, o que significa que precisávamos de um empresário.
  
   Até tinha uns outros caras na jogada já de olho em mim mas eu, Mané e,
   principalmente, meus pais não curtiram a onda deles.
  
   Curtiram o Rossatto, esse do projeto da Levis.
  
   E aí vão quase 10 anos com essa figura e com minha assessora,
   que me dava brigadeiro - então eu amava ela.
  
   Eu tinha tudo de mais desejado: falava com o pessoal mais velho,
   ganhava roupas, sapatos, presentes, algum dinheiro bacana,
   fazia show em lugares que era proibida entrada de menores,
   ouvia todas as atrocidades que ninguém dizia na minha frente
   antes e por aí a fora.
  
   Por um tempo, foi só comemoração… De tarde na MTV, depois na
   manhã seguinte chegar toda cool na escola: “desculpa,
   gente, não fiz o trabalho porque estava ocupadíssima fazendo
   um som na MTV com os adultos com as tatuagens que a gente queria ter”.
  
   Quinze anos.
  
   Mas aí começou o abacaxi da exposição. E seus amargores.
  
   Não que eu seja muito mais ninja agora, longe disso, continuo
   me metendo em frias em rede nacional como sempre fiz,
   mas hoje já tenho alguma experiência (no fundo, ninguém está
   preparado, de fato, para a vida).
  
   Quinze anos, 16 centímetros a menos, nenhum preparo e
   todo o sentimentalismo.
  
   Acho impressionante como me expresso tão bem nas artes e me
   enrolo tanto em entrevistas grandes.
  
   Acho que no fundo tenho medo.
  
   Tipo cantar na rodinha com meninos mais velhos.
  
   Mas beleza, vou com medo mesmo, paciência.
  
   Nessas alguém me perguntou se tinha aprendido a tocar todos
   aqueles instrumentos sozinha (estávamos com um banjo, um piano,
   um clarinete e um ukelele a volta).
  
   Disse que sim.
  
   Mudamos de pergunta.
  
   Foi publicado que eu havia aprendido a tocar violão, ukelele,
   guitarra e etc etc sozinha.
  
   Mas não era verdade, eu não tinha falado nada do violão,
   tinha falado dos outros instrumentos.
  
   Eu tinha tido uma professora incrível de violão.
  
   Tia Lili, uma peça chave no meu desenvolvimento musical.
  
   As aulas de violão dela muitas vezes eram para ajudar a tocar as
   idéias que apareciam na minha cabeça.
  
   Ainda amo ela, mas ela parou de falar comigo. Até hoje.
  
   Talvez eu dê sorte e algum conhecido dela leia esse texto
   e conte para ela que ainda amo e ela decida me amar de volta.
  
   Uma coisa parecida aconteceu com meus amigos do colégio.
  
   Alguém me perguntou se tinha muitos amigos, disse que não,
   disse que tinha o normal.
  
   Saiu que não tinha amigos, claro. Pronto. Odiada na escola.
  
   Tive uma saída bem trágica de lá, com direito a comunidade no
   orkut de ódio e tudo.
  
   Mas retomei contato com a maioria dos meus amigos,
   para minha enorme alegria.
  
   Viajava muito e não consegui acompanhar a escola.
  
   Pinguei em vários lugares mas acabei priorizando meus
   interesses mais libertários, por assim dizer.
  
   Um acerto e um erro, ao mesmo tempo.
  
   Deixei São Paulo, cortei um dobrado na ingressão da vida adulta.
  
   Mas abracei com todas as forças minhas paixões.
  
   Música, amor, vida, praia, chocolate, costura, pintura, literatura,
   noite, dia, tudo.
  
   Agora, uma dose de momentos felizes porque, na verdade,
   são eles que quero lembrar e dos quais quero falar a respeito.
  
   Fiz uma lista dos 10 momentos mais marcantes, mais ou
   menos cronologicamente, das coisas bonitas que já fiz
   para comemorar essa breve e intensa década de carreira…
   é preciso comemorar tão intensamente quando se sofre.
  
   Se não, não compensa.
  
   1. O Jô me deu um violino
   2. A Elza Soares pegou no meu queixo e disse “que linda”.
  
   Tinha 15 e quase caí para trás, não podia acreditar que a
   Elza tinha tocado em mim.
  
   3. Lancei um modelo de celular com minhas músicas e
   minha avó usa até hoje.
  
   4. Chorei quando o Caetano me viu e falou meu nome,
   e o fiz de novo por mais 5 encontros casuais.
  
   Nunca consegui lhe dirigir a palavra.
  
   5. Cantei Janta, com o Marcelo
  
   6. Mario Caldato produziu meu primeiro disco e me mostrou
   um bando de música boa para caramba, e o Kassin se emocionou
   com a orquestra tocando no meu segundo disco, que ele produziu
  
   7. Rita Lee veio me consolar num camarim, numa situação sensível
  
   8. Cantei com o Jorge Ben, com a Blitz, e “La Vie En Rose”
   com o Dominguinhos
  
   9. Gravei uma musica inédita do Paul McCartney
  
   10. A Gal gravou e canta por aí uma música minha.
  
   Hoje, a cima de tudo, agradeço a todos que já me ajudaram,
   todos que foram e vão nos shows, que acompanham na internet,
   todos que já se emocionaram, que já deram uso ao meu trabalho,
   que me deixaram entrar em sua vida.
  
   E aqui vou eu, errando e acertando, ao mesmo tempo, há 10 anos,
   sempre levantando, acidentalmente e também de propósito,
   por ideologia e também sobrevivência, a bandeira do ser humano
   e o método da esperança.
  
   Obrigada todos que me acompanham nessa jornada.
  
   E obrigada ao André e sua equipe que fizeram esse lindo vídeo.
  
   Assessoria de Imprensa – Mallu
   Perfexx Assessoria
   www.perfexx.com.br
   Ana Paula Aschenbach
   Rogério Bolzan
   Tânia Barbato
   Victoria Ragazzi
   Bruno Ascenso
  
   Perfexx
   Tânia Barbato
   tania@perfexx.com.br
   www.perfexx.com.br
   (11) 2615-5045
   ...

Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar
  :: Outras Notícias ::
  [3/12] Felipe Dylon de novo na estrada
  [1/12] Nenhum de Nós encerra 2017 com temporada e lançamento digital
  [28/11] Mallu Magalhães lança clipe em homenagem aos 10 anos de Tchubaruba

 

Sites Interativos e Inteligentes

Desenvolvido por
FJF Web

www.kamymusic.com.br